sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Depois de algumas horas à espera do grupo com quem ia lá estar, chegaram. Finalmente! Entrámos e fomo-nos divertindo bastante noite dentro. Bebi vodka pura para atenuar a questão da amígdala inflamada. Falei português, inglês, italiano, um nadinha de francês e de espanhol. Os gajos metiam-se comigo e perante a incapacidade comunicativa deles, minutos depois acabava por dizer em bom português: "sou portuguesa, pah!"

A festa terminou às 06h em ponto mas eu queria muito mais. Os seguranças lá foram apertando o cerco em direcção à saída e assim teve de ser. Mas não fomos em direcção aos carros. Caminhámos na direcção oposta, 100 metros até ao oceano Atlântico. Molhamos os pés, senti aquele nevoeiro salgado na minha pele, aquela água fria e invisível na escuridão tocar-me os pés, molhar-me as pernas. Finalmente fomos para casa, amanhecia. Depois de ter tomado o meu pequeno almoço, reparo que todos querem ir para a praia. Assim fizemos. Chegando à praia, deserta àquela hora, fui dar um dos melhores mergulhos da minha vida enquanto o resto do pessoal adormecia na areia. Ninguém me acompanhou. Voltei à toalha e demorei muito a adormecer. Só voltei a casa às 18h30 desse dia. Tempo apenas para tomar banho e fazer a mochila, para repetir o ritual de sexta-feira: apanhar o último autocarro para a terra onde moram os meus pais e onde trabalho aos fins-de-semana.

Sem comentários:

Enviar um comentário